Já ouviu falar em tumores oculares?

10 Oct 2018

 

 

Se elaborarmos uma lista com os problemas de saúde mais temidos, provavelmente os tumores serão lembrados. Dignos de muita preocupação, eles podem afetar as mais diversas partes do corpo humano, inclusive os olhos. Diferentemente do que muitas pessoas pensam, os tumores não são sempre devastadores e o diagnóstico não deve ser visto como uma sentença.

 

Os tumores oculares são lesões expansivas benignas ou malignas (câncer) e que podem afetar qualquer estrutura dos olhos. Entre as mais comuns estão as pálpebras, conjuntiva, córnea, retina, nervo óptico e órbita.

 

Vale a pena lembrar que eles podem aparecer em qualquer idade e surgir tanto na própria estrutura (tumores primários) quanto migrar de outros órgãos do corpo (tumores secundários ou metastáticos).

 

O que você pode ver ou sentir?

 

Os sintomas dependem da localização. Quando os tumores estão na parte externa do olho, como a conjuntiva e as pálpebras, é comum notar a presença de um nódulo que pode crescer. Além disso, algumas manchas pigmentadas que crescem progressivamente também podem indicar a presença dessas lesões.

 

Por outro lado, os tumores internos se manifestam com alterações na visão. Nesse cenário, é comum perceber a diminuição da acuidade visual, manchas no campo de visão e embaçamento. Esses sintomas são comuns a outras doenças oculares e, por isso, a consulta oftalmológica surge como algo determinante para um diagnóstico preciso.

 

Quais os tipos mais comuns?

 

Como foi dito anteriormente, os tumores oculares podem afetar as mais diversas estruturas do olho humano. Para exemplificar, separei os três tipos mais frequentes:

 

- Retinoblastoma: trata-se de um tumor ocular maligno comum em crianças de até 4 anos, que afeta a retina e tem causas genéticas. Geralmente, quem sofre com o problema apresenta leucocoria (reflexo pupilar branco-amarelado), sensibilidade exagerada à luz, estrabismo, vermelhidão e baixa visão.

 

- Melanoma de Coroide: esse é o câncer primário intraocular mais comum em adultos e que, apesar de raro, ainda é causa comum de perda de visão e morte no Brasil em função de diagnósticos tardios. Trata-se de uma lesão sub-retiniana que, muitas vezes, é assintomática até que haja crescimento considerável.

 

- Linfoma intraocular: originado nas células do sistema imunológico, esse tumor é mais raro e mais agressivo. Os principais sintomas de quem possui esse problema são visão embaçada, inchaço nos olhos e manchas no campo de visão.

 

Como tratar?

 

Assim como ocorre em outros órgãos, o tratamento depende exclusivamente de cada caso. Nesse sentido, o tamanho, localização e gravidade determinam qual a melhor intervenção. O tratamento pode envolver cirurgia de retirada do tumor ou do olho todo, laser, quimioterapia venosa, quimioterapia na forma de colírios, radioterapia e braquiterapia.

 

Ao notar qualquer sinal de irregularidade na sua visão, procure um médico.

 

Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

 

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