Alterações na retina podem ajudar a prever o Alzheimer

29 Mar 2019

 

A retina é uma estrutura muito importante para a nossa visão. Ela é formada por uma série de células fotorreceptoras que captam a luz que entra no globo ocular e a envia para que o cérebro possa compreender a imagem.

 

Além de toda a riqueza de detalhes, ela ainda pode ser muito importante para nos mostrar o que acontece no nosso corpo, principalmente no cérebro.

 

Um estudo recente realizado nos Estados Unidos descobriu que a perda de vasos sanguíneos na retina pode estar associada a alterações na saúde mental. Nesta observação, eles reuniram 209 pessoas, sendo 39 com Alzheimer, 37 com alguma deficiência cognitiva leve e 133 mentalmente saudáveis.

 

Por meio da Tomografia por Coerência Óptica com Angiografia (OCTA), um exame ocular não invasivo que observa a vasculatura retiniana, eles perceberam que, nas pessoas com cérebros saudáveis, os vasos sanguíneos formavam uma teia densa na parte de trás do olho, dentro da retina. Por outro lado, nos portadores de Alzheimer, essa teia apresentava-se menos densa e espalhada em alguns pontos da retina. De acordo com os pesquisadores, essas diferenças foram significativas após considerarem idade, gênero e nível educacional.

 

Ao avaliar os resultados, um dos líderes do estudo acredita que essas alterações na densidade dos vasos sanguíneos na retina podem espelhar o que acontece nos pequenos vasos sanguíneos do cérebro e, no futuro, isso poderia auxiliar no diagnóstico precoce de doenças como o Alzheimer, antes mesmo que a perda de memória seja evidente. Eles também acreditam na importância de monitorar essas mudanças cerebrais ao longo do tempo.

 

O Alzheimer é uma doença que atinge mais de 1,2 milhão de brasileiros, e é conhecida pela perda das capacidades cognitivas (memória, atenção, orientação e linguagem) em função da morte de células cerebrais. Quando há um diagnóstico precoce, é possível retardar seu desenvolvimento, controlar os sintomas e auxiliar na qualidade de vida do paciente e de sua família.

 

O estudo só reforça a importância da avaliação da retina nas consultas periódicas com um oftalmologista. Através do mapeamento dessa estrutura em exames completos, o médico pode diagnosticar e acompanhar a evolução de problemas como a hipertensão arterial, diabetes, doenças reumáticas, doenças neurológicas, doenças hematológicas e outras doenças por alteração vascular, sanguínea ou nos nervos.

 

Consulte um médico.

 

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Fonte: Stephen P. Yoon, et al. Retinal Microvascular and Neurodegenerative Changes in Alzheimer’s Disease and Mild Cognitive Impairment Compared with Control Participants. Ophthalmology Retina, 2019; DOI: 10.1016/j.oret.2019.02.002

 

Associação Brasileira de Alzheimer

 

 

 

 

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