Retinite pigmentosa: saiba o que é

15 Oct 2019

 

Não é muito famosa, são raros os casos, mas a RETINITE PIGMENTOSA é uma degeneração progressiva da retina, o tecido localizado no fundo do olho que é responsável por transformar a imagem que vemos em impulsos elétricos, que serão decodificados no cérebro. Pode levar à perda de visão moderada a grave, se não for diagnosticada precocemente.

Na maior parte das vezes, a retinite pigmentosa é hereditária, então se você tem alguém na família que foi diagnosticado com esse distúrbio é bom ficar atento aos sintomas e se consultar regularmente com um oftalmologista. Uma das formas da doença tem um padrão hereditário dominante, o que significa que se um dos pais tiver esse gene anômalo dominante, é bem provável que o filho terá também. Mas essa não é a única forma de manifestação da doença.

Ainda sobre a genética, existem outras formas da ocorrência da retinite pigmentosa, ela pode ser causada também por um gene recessivo, e, neste caso, ambos os pais precisam ter o gene para que o filho tenha a doença. Ainda em outro caso, existe um padrão hereditário recessivo, ligado ao cromossomo X e que ocorre principalmente nos homens que herdam um gene anômalo da mãe. Neste último, principalmente nos homens afetados, pode ocorrer, além da retinite, uma perda de audição hereditária que configura a chamada síndrome de Usher.

MAS QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
A retinite pigmentosa afeta principalmente as células fotorreceptoras da retina, as que são sensíveis à luz, que são responsáveis pela visão à noite ou no escuro. Os sintomas surgem nas mais diversas idades, quase sempre na infância, e vão piorando com o tempo. Por isso é bom ficar atento:

- Perda de visão noturna;
- Perda progressiva de visão periférica;
- Nos casos mais graves, a pessoa possui apenas uma pequena área da visão central, tendo uma “visão em túnel”;
- Em estágios avançados pode haver inchaço da mácula.

Além desses sintomas característicos, o diagnóstico da doença dependerá de alguns exames específicos, como a eletrorretinografia e exame de fundo dos olhos, por exemplo. Somado a isto, é preciso investigar a ocorrência da doença em outras pessoas da família. Se for constatado a presença do gene anômalo, é possível que haja um aconselhamento genético antes de se ter filhos.

E O TRATAMENTO?
Infelizmente os danos causados na retina são irreversíveis. Por isso, quanto mais cedo for diagnosticado, melhor. Os medicamentos usados têm, muitas vezes, a finalidade de retardar a progressão da doença em algumas pessoas.

- Palmitato de vitamina A: retardar a progressão da doença;
- Suplementos de ácidos graxos ômega 3 combinados com suplementos de luteína mais zeaxantina: redução da perda de visão;
- Medicamentos inibidores da anidrase carbônica: para pessoas com inchaço na retina (edema macular);
- Em alguns casos específicos, chips de computador cirurgicamente implantados: para pessoas que perderam toda visão ou quase toda a visão podem receber esse chip que pode restaurar alguma percepção de luz e formas.

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Fonte:
Foundation Fighting Blindness, “Retinitis Pigmentosa”. 

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